Benefícios do separatismo.

No Brasil, tudo é muito. Muita terra, muita política, muita corrupção, muita gente, muito gasto desenfreado, muita pobreza, muita falta de instrução, muita festa, em fim, muito tudo.

Presidentes de empresas precisam de pessoas para que o ajudem, principalmente na tomada de decisões. Nas empresas, essas pessoas compõem a diretoria ou cargos de conselheiros, entre outros cargos de confiança. Na política, essas pessoas são os ministros, senhores supremos dentro de seus ministérios. Ministérios não faltam no Brasil. Muitos deles, inúteis, apenas cabides de emprego para amigos de políticos.

Os presidentes de empresas sabem como é difícil manter os detalhes em ordem, dentro de suas instituições. Os pais de família e suas respectivas donas de casa, também sabem como é difícil manter a ordem dentro da própria casa, ainda mais, quando a dona de casa é substituída por uma mulher ativa no mercado de trabalho. Dando espaço para a empregada doméstica.

Antes que alguém comece a pensar em falar tolices, o leitor poderia olhar à sua volta. Na sua mesa de trabalho, na sala da sua casa, na sua escrivaninha do quarto. É fácil manter todos esses itens em ordem? É claro que não, a bagunça está espalhada por todo lado. Em alguma coisa, sempre há uma falha.

Agora, antes de arrumar os itens que estão ao seu redor, pare e pense: “Você é o presidente, existem mais de duzentos milhões de pessoas que direta e indiretamente são dependentes de suas decisões e de sua capacidade de trabalho. Você é capaz?”. São mais de oito mil Quilômetros de praias, mais de seis mil Quilômetros de fronteiras com países que tem uma economia baseada em tráfico de drogas. Dá pra manter tudo isso em ordem?

Sejamos utópicos, vamos separar o Brasil em cinco Regiões, assim como ele já é hoje. Cada região seria uma nova nação. A união desses cinco países se chamaria Região do Brasil, assim como se chama o leste e o oeste europeu. Existiria uma moeda em comum para o comercio, algo como o Euro de hoje. Facilidades para movimentação de pessoas nessas regiões, acordos comerciais. Acordos e diplomacia nesse momento são primordiais.

O Brasil separado, por meio de brigas, e essas novas nações virando inimigas umas das outras jamais daria certo. Afundaríamos todos, assim como a URSS afundou. Nesse momento, a região do Brasil, composta por cinco países, seria uma região de livre comércio, sem se quer mesmo, aduanas que fiscalizam o giro de mercadoria. Seriam uma cadeia de mercado, países diferentes, com ligações econômicas. Aliás, cada país,assim como o próprio obvio diz, terá sua economia, sua constituição,seu exército, em fim, será um país independente.

Há de se concordar que a idéia é praticamente deixar o Brasil como está, mas na verdade essa separação tem a trazer benefícios por todos os lados. Hoje para que alguém do norte exporte para o Japão, é necessário seguir regras de exportação, definidas sobre leis, entre outras burocracias que encarecem o produto final e faz com que perca competitividade internacional. Cada região deve adequar suas regras e leis de comércio de acordo com a necessidade que quiser, isso traz benefícios. Se para que eles vendam para o Japão, precisem da matéria prima extraída de Goiás [aqui, Goiás faria parte do outro país], isso estreita as relações entre os supostos países “norte” e “centro”,
fazendo com que, se possível, existam acordos entre os dois. Isso irá
aquecer a indústria do norte (que exporta para o Japão) e a do centro (que exporta para o norte). Acho que estamos falando em globalização, não?

Pois bem, a globalização é algo que, para a economia, é fantástico,mas para cultura e leis, é um fracasso.A separação do Brasil, em cinco, dez, vinte e sete, ou seja lá quantos forem formados novos países, é necessária. É fácil crescer economicamente quando cada região é adequada as suas  necessidades de comércio. Existirão compradores e vendedores de todas as partes, e tudo, absolutamente tudo, ficará de alguma forma, mais fácil para
todos. Além de ser muito mais fácil governar para quarenta milhões, do
que para duzentos milhões.

Luis A. Menzani
Presidente do MRSP de Ribeirão Preto.

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